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Logo depois do Kraka, saía o segundo disco.
Rei Sapo é um disco semi-temático, já que a maioria das faixas é dedicada ao universo batráquio.
O disco abre com um coral de sapos e já pula para Samba Saucers, que nada mais é do que uma roda de samba no espaço. Ba-ion faz a fusão de triângulo e bumbo com bósons e outras partículas. A outra faixa nesse ritmo, Baião Atômico, traz um inédito encontro dos grandes nomes da sanfona, todos já mortos e de volta à Planície Racional.
Nesse disco a experimentação com música eletrônica é forte em Beta Release, Pancho, Dendrobates e Swamp Song. Com direito a sapos sintetizados. Aliás, Dendrobates também serve para homenagear o Azureus, notável software de Torrents que segue driblando as RIAAs da vida.
O mundo gira, a Lusitana roda e um ex-guerreiro do metal agora brinca com sintetizadores, na faixa Toro.
Ro-Danç(c)aos traz a primeira experiência de sonorizar um poema bidimensional. Em Saponáceo é a vez da pajelança rítmica, percussão pura.
Sapainca traz o velho e bom microfonal – nesse ponto já uma tradição – e o disco fecha com Bufo marinus, em que o próprio entoa as despedidas.
É digno de nota o fato de termos encontrado um cururu ostentando tamanha austeridade e dignidade para a foto da capa. Ele é a própria encarnação do conceito do disco.
A seguir, entrando em 2003, viria o terceiro disco. Um álbum que já nasceu para ser mal interpretado, mas que precisava ser feito.