Exposição Qliphot – Prazeres, Medo e Culpa no Cotidiano Urbano

Convido a todos para o evento do título, na próxima sexta, em um antigo prostíbulo da lendária região da Rua Augusta. O local está sendo desativado e vai ser utilizado para uma série de instalações artísticas e espetáculos performáticos.

Calma, eu não virei artista performático. Para falar a verdade eu mal consigo imaginar o que seja uma performance. O que acontece é que o Supersimetria foi convidado para tocar logo após as apresentações. O cineasta Ricardo Scog, que organiza o evento, produziu um documentário sobre a banda uns anos atrás e conhece nosso som. Partes desse documentário podem ser vistas nesses vídeos.

É isso. É nóis na performance! Haverá outros músicos convidados, que eu desconheço completamente. Vai ser no mínimo interessante.

Para informações completas e endereço, clique no panfleto abaixo para exibir em tamanho grande.

E sim, tocaremos MESA.

Qliphot - Supersimetria

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Desmelancolia Simbólica Sólida

Desmelancolia Simbólica Sólida

Terminado o período sabático do inverno, eis que decidimos voltar a trilhar o caminho estreito (ou seria largo?) do som, como duo. Como se houvesse escolha…

Adaptações foram necessárias. Com apenas dois integrantes, era preciso preencher espaços rítmicos. Começamos a explorar com mais frequência o Reason, um excepcional software sueco de sintetizadores. Ele passou a gerar bases para a banda e logo percebemos que poderia ser tratar inclusive de um novo integrante.

O resultado dessa fase incerta é Desmelancolia Simbólica Sólida. A introspecção de algumas faixas reflete bem o período algo confuso e a busca de ressignificação da própria banda. O tom é (des)melancólico. Não que isso impedisse que temas bem interessantes fossem forjados, muito pelo contrário.

The Loigor: o Reason mostra a que veio: manter o rit(i)mo para as viagens eletrônicas.

Filosofia – Astronomy Domine – Another Vision of a Pink Floyd Dream in a Landscape of Quantic Beavers: um quase-cover do Floyd com participação especial de Vicente Celestino e invocações indígenas no começo. Foi uma das primeiras tentativas de moldar o material gravado através de colagens. Esse som formula um axioma: A catira é dançada sem gravidade.

Pensar Exige Espaço: um mote antigo na banda, sonorizado com uma base Reason.

Louvação: poesia supersimétrica musicada.

Púbis: faixa criada via software, com base Reason e o velho e bom Camós.

Toutes les Mers du Monde: base de Reason e teclado bem pouco tonal para um poema oceânico.

Profecia de Piracicaba: a cidade santa vista sob a ótica da física quântica. Sarve!

Elegia Sol Ra: base Reason e mais música matemática, herança da fase Ionic Butterfly.

Impressions: este é um dos poucos discos em que não há um microfonal propriamente dito. A faixa de encerramento é o mais próximo que se chegou, com um ritmo irritante e climas sintetizados.

Baixe e ouça a desmelancolia.

2003 chegava ao fim. Mas ainda dava tempo de lançar o último disco do ano.

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Ionic Butterfly

Estamos no inverno de 2003. Em Arbória as coisas não estão indo bem. Uma conduta errônea do baixista abala de forma definitiva a amizade existente e resulta em uma saída desonrosa.

A banda se desmonta temporariamente e entra em recesso. Eu faço uma peregrinação a São Luís (não, não voltei reggaeiro). Rob, mentor de todo o processo supersimétrico, mergulha em experimentações solo com toda a sorte de recursos eletro-fractais, música matemática composta com software próprio, além da dupla Reason/Vaz, parceiros para qualquer empreitada.

Deste mergulho sai Ionic Butterfly. Disco verdadeiramente experimental e pessoal.

Ionic Butterfly

Das nove faixas, destaco três:

Fibonacci Jazz: som matemático, criado por software de acordo com a sequência de Fibonacci.

The remembrance of a good day: o encontro de Almirante Nelson com sintetizadores.

Foundation: uma amostra do que a repetição pode fazer. Um clima de tensão crescente é construído com loops que se repetem de forma compulsiva, em busca de uma resolução que nunca vem.

Baixe e ouça.

Este não foi o primeiro disco solo na banda – essa honra cabe a Delay – muito menos o último.

Em seguida, retornaríamos à banda como duo. Nova fase, nova configuração de instrumentos, forte presença eletrônica.

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Dia Mundial do Rock

Para celebrar o Dia Mundial do Rock (13 de julho),  um post curto, rápido e direto ao ponto. Exatamente como o vídeo de You Suffer, a canção por mim escolhida, mesma do ano passado:


Link do Vídeo

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Ave Hellmuth: soberania e austeridade na chegada real

Phil Hellmuth Jr. é o recordista de títulos na WSOP (World Series of Poker): já ganhou 11 vezes o bracelete cravejado de jóias oferecido aos vencedores dos torneios da série mundial, realizada anualmente em Las Vegas.

Acontece que o cara, além de ser o recordista, se acha a própria jóia da criação. Cada mão que perde é acompanhada de lamentações intermináveis sobre como ele é azarado, como o jogador que pagou sua aposta é um idiota e por aí vai. Virou personagem de si mesmo, com direito a logotipo personalizado com as iniciais.

Desde que sua insanidade foi piorando, ele passou a adotar entradas triunfais para o Main Event (o torneio principal). No ano passado, chegou pilotando um carro da NASCAR e, não satisfeito, porrou a máquina em uma mureta do estacionamento.

Esta semana conseguiu superar tudo. Entrou como César, com louros na cabeça, toque de clarins, um séquito de belas serviçais e… petaleiras! Sim, entrou caminhando sobre pétalas de rosas que eram atiradas ao chão, exatamente igual ao filme de Eddie Murphy.

Eu sempre achei que o excesso de dinheiro, fama ou poder traz consigo uma conta alta a ser paga: a sanidade. Há casos nocivos, como Kim Jong Il ou Michael Jackson. No caso de Hellmuth, oscila entre o irritante e o hilário, mas sempre inofensivo.

Vou adiantar aqui a trilha sonora perfeita para assistir ao vídeo abaixo: Chegada Real, do álbum Tudo Morre ao Ser Pensado, já lançado mas ainda não resenhado por aqui.

Link do Vídeo

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Salve Chemosh

Na mitologia bíblica, Chemosh (ou Quemós, ou Camós) é um deus adorado pelos moabitas. Normalmente é representado com uma cabeça de touro e um forno no lugar do corpo. Por que o forno? Porque ele aceitava sacrifício humano. Nas representações é comum ver os adoradores entregando crianças de colo ao touro/fornalha. Por isso ele é frequentemente associado ao aborto pelos extremistas cristãos americanos, que convenientemente se esquecem do fato de Javé ter assado todas as crianças de Sodoma e Gomorra no enxofre.

Salve Chemosh

Um belo dia, em 2003, eu chego a Arbória e dou de cara com um velho órgão com 2 teclados. Havia sido resgatado (salvo?) de uma igreja. Provavelmente seria jogado fora. A partir desse dia ele passaria a fazer parte da história supersimétrica. Foi batizado de Camós. Nesta época, ainda bastante restritos à instrumentação convencional, batizávamos os instrumentos com nomes de divindades.

Em sua homenagem (do órgão e do touro) gravamos o som Salve Camós. Quase 30 minutos de um tormento sonoro extremamente mal tocado e quase inaudível, ou seja, lindo. O som ficou dormente na gigantesca biblioteca de gravações até ser acordado em 2009.

É comum acontecer de um som ser tão marcante que acabamos por promovê-lo a disco. Ou às vezes o som é descartável mas o título é bom e se torna um novo disco. Isso nos leva a crer que, em alguns anos, superaremos facilmente a centena de álbuns lançados. Rapidamente ficou claro que deveria haver um álbum em homenagem ao touro crematório. Nascia Salve Camós, depois rebatizado para a grafia mais comum, Salve Chemosh.

Não entendam mal, não somos a favor do sacrifício de bebês. Optamos por essa temática por ter o estudo das religiões e deuses como um passatempo, um hobby, que acaba gerando frutos sonoros.

Eu mandaria para o forno de Camós alguns pais de classe média, isso sim. Aqueles que, por preguiça e/ou incapacidade, renunciam ao dever de colocar limites nas crias e acabam cavalgados e cortados de espora pelos próprios filhos. Poucas coisas são mais deprimentes do que um adulto curvado diante das vontades de um moleque de 5 anos de idade.

Vamos ao som:

O disco abre com Felizes Para Sempre, a nossa interpretação toda particular da Marcha Nupcial, em homenagem à cerimônia que, em um plano estritamente teórico, precede a concepção.

Eclipse foi gravada em noite de eclipse lunar, e mesmo fazendo parte da mesmice sonora que dominou a banda nesse período, tem seus momentos.

Em homenagem aos guerreiros da música erudita, a Orquestra de câmara microfonal: cellos sintetizados e pedal de delay, é claro.

Chegamos ao clímax. Em Salve Camós, tentamos recriar o ambiente da ilustração da capa. Todos estão presentes: Camós, os ofertantes, e as oferendas. Acreditamos que o resultado final ficou assaz digno. O som foi compactado para 4 minutos utilizando as técnicas já amadurecidas de cirurgia de ondas sonoras.

Aliás, a técnica virou som: Sound Wave Surgery.

MEDOMUDOECOOCOEMMIEU é um poema do Phaneroscopia sonorizado com altas doses de delay.

Fúria traz uma rápida mistura de bateria, guitarra, sax e congas, gravada como aquecimento antes de começar a sessão. Na época, colocamos para download na versão antiga do site e ganhou até uma fã, que escreveu para a banda comentando sobre como tinha adorado Fúria, especialmente “a bateria que tenta acertar o tempo e não consegue nunca”.

Em Só Lembrança, uma participação inusitada e inesperada de um dos pilares do brega, Bartô Galeno.

Fornalha é uma vinheta de 1 minuto que aquece o forno para A Vitória em Meggido, onde brincamos com mudanças de pitch. Quem vai vencer? Como disse John Milton, depende de quem escreveu o script…

Não deixem de conferir a contracapa, com uma citação que mostra quem realmente era chegado em abater infantes.

Acenda o forno e faça o download.

Pouco depois deste disco, um novo cisma se abateu sobre a banda, sinalizando mudanças profundas.

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Querubim Girafa

Querubim Girafa

Na manhã de 11 de setembro de 2001, eu estava no trabalho quando alguém informou sobre um avião que colidira com uma das torres do World Trade Center. O resto, todo mundo já sabe.

Só não sabem dos desdobramentos naquele saudoso local de trabalho. No clima de perplexidade e especulação que tomou conta de praticamente todos os escritórios do mundo, os mais crédulos começaram com a palhaçada habitual: seria o prenúncio da Terceira Guerra Mundial? Seria o fim do mundo?

Divertido com a situação, o Profeta DigiTao, recém-chegado àquelas paragens, trata de dar corda às mocinhas assustadas e sugere a possibilidade de Deus retornar em breve na forma de uma Girafa. Nos rostos, aquela expressão de quem não acredita no que acabou de ouvir . “E por acaso vocês sabem qual a forma de Deus? Não poderia ser uma girafa?”. Ao mesmo tempo em que assistia a essa cena única, eu pensava em como aquilo fazia sentido. Depois desse dia, nunca mais consegui ver Deus da mesma maneira.

Um belo dia, cinco anos depois, eis que estávamos no Shopping Market Place almoçando, quando divisamos no teto, junto às estruturas metálicas, um resquício de enfeites de Natal/Ano Novo/ Dia das Crianças ou sei lá o que. Era uma girafa de papel. Imediatamente retomamos o cenário do 11/09 e aperfeiçoamos ali mesmo a visão: uma divindade cercada de hostes de querubins em formato de girafas, cantando HOSANA. Estava criado o Querubim Girafa.

Querubim no Market Place
A visão consubstanciada em papel

Para encurtar a história: como o mundo não acabou, decidimos lançar o disco.

A faixa-título é uma tentativa quase desastrosa de emular A Queima das Almas, do álbum Nação.

(       ) é uma vinheta que inicia de forma tensa e sofre uma ruptura violenta, tornando-se confusa e sem qualquer resolução. Perfeita para apresentar a faixa seguinte:

Despreparo começa com um piano em arritmia e passa a maior parte do tempo com bateria e teclado sendo perturbados por um dial de FM. Precisa ser ouvida até o fim para que se entenda o título e a revelação decorrente. Persevere, reflita na mensagem final e colherá a recompensa. É uma das minhas composições favoritas.

Fluido Elétrico: pequeno fragmento microfonal com baixo em delay.

Fluido Magnético:  pecussão generalizada, incluindo o mesmo aquafone utilizado em Desmúsica. Percussão com delay fica bem interessante, perturba bastante a noção de ritmo. Aqui começam as experiências com ataques de micro-blastbeats. O baixo, como acontecia com uma frequência angustiante, se mostra completamente alheio ao que ocorre ao redor.

Da arte de ouvir Coleman Hawkins é um exemplo do que acontece quando se mistura uma frase de teclado repetida à exaustão, software de emulação de sintetizadores e tempo livre. Audição difícil até mesmo para uma girafa.

Bacante é free jazz acrescido de cordas de guitarra. A ausência do baixo deve-se ao fato do baixista estar nas cordas.

A Hora da Estrela não é Clarice, e sim uma ode à Estrela da Manhã. De vez em quando gostamos de exercitar a veia black metal. Com delay, é óbvio.

Para deleite dos fãs, o álbum fecha com um microfonal: Por Arbor. Se, a esta altura, você ainda não concluiu que somos fãs de Flash Gordon, é porque não assistiu. Assista.

E faça o download do Querubim.

Após o Querubim, prosseguimos nessa temática de divindades, porém com uma pequena mudança: ao invés de girafa, um touro. Ao invés de nuvens macias, fogo.

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Desencanto

Assim como o almirante Kirk voltou ao passado para salvar As Baleias e evitar que a profecia de Roberto Carlos se concretizasse, voltemos ao ano da graça de Vosso Senhor de 2003.

Após MESA seguimos na mesma dinâmica de gravações e ensaios, porém a sintonia existente começava a se deteriorar. Íamos nos perdendo pouco a pouco na execução e criando massas sonoras homogêneas demais até para os nossos ouvidos. O resultado é som repetitivo e cansativo.

Isso deveria ser lançado? Que pergunta. Claro que sim! Bastava aplicar a técnica de Sound Wave Surgery e estava cunhado o álbum Desencanto, misto de influência da Cultura Racional e dos bonecos de leite em pó e açúcar da doceria Paiol, situada no bairro do Brooklin e recomendada a todos (os outros doces, não os bonecos, que são intragáveis).

Desencanto

Desencanto é exatamente isso: desilusão. Som de difícil audibilidade, em muitos momentos até mesmo para nós. Para o ouvinte, eu diria que é quase uma provação.

O que não impediu a criação de momentos únicos, como a faixa (quase) título, que brinca com sílabas e tempos de 10 pulsos. Ou o Trompete só(l)-kratico, onde um antigo trompete recebe doses pesadas de delay. Sem falar no Poema

Baixe e ouça. Eu sei que você é capaz!

Nessa época começava se consolidar nas nuvens a visão de um deus, que descia do firmamento guarnecido por hostes de girafas celestiais…

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Supersimetria no Twitter

Quem me acompanha no Twitter sabe que eu vinha utilizando o espaço pra fazer updates dos ensaios e lançamentos do Supersimetria.

Agora a banda tem twitter próprio:

http://twitter.com/supersimetria

Quem quiser acompanhar os ensaios, gravações e mixagens em tempo real, além de qualquer evento ou dica de show que envolva a banda, é só seguir.

Essa semana tem disco novo, possivelmente amanhã ou terça.

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Kaiser Bock

Aproveitando a proximidade do solstício, faço coro aqui a outro pastor de Marduk no nobre mister de pregar a palavra do lúpulo. O sermão de hoje é sobre uma cerveja que para muitos pode passar despercebida pelo nome que ostenta, mas que vale a pena: Kaiser Bock.

Me lembro quando ela foi lançada, há 15 anos. Lembro inclusive do comercial. Na época eu estava começando a tomar cerveja e, como a maioria das pessoas, era completamente ignorante sobre o assunto. E não havia como ser de outro jeito, já que a oferta de cervejas diferenciadas era nula. Havia o primitivo conceito de “cerveja forte”, representado pela Caracu, e só.

A Kaiser Bock é vendida como cerveja de inverno, para os dias mais frios por ser mais forte no álcool. É uma meia-verdade: uma bebidinha mais forte pode até ajudar a esquentar, como se sabe muito bem lá na terra de Kimi Raikkonen. Mas o álcool esquenta seja a 4,5% ou a 10%. Garanto como você vai esquentar depois de mamar 10 chopps bem fraquinhos naquele happy hour. Quem quer matar a sede e se refrescar bebe é água mineral, como diria Carlinhos Brown. Eu mesmo cansei de tomar ales de 9% de álcool em pleno verão, atingindo a mesma elevação espiritual que atingiria no inverno.

O mistério da Kaiser Bock decorre do fato de ela ser produzida por uma empresa que, de resto, fica naquele marasmo da pilsen insossa de massa. Ou seja, saber fazer eles sabem. A FEMSA está marcando bobeira na corrida pela participação no mercado das cervejas premium. Deveriam é rever essa estratégia de comercializar a Bock de forma sazonal e aproveitar para melhorar um pouco o portfólio de cervejas da marca. Nada é mais decepcionante do que chegar a um ótimo restaurante ou churrascaria e ouvir do garçom: “Tem Bavaria Premium e Xingu”.

Como pelo jeito não vão fazer isso, corra até o supermercado e se abasteça. Pode não ser a melhor bock do planeta, mas é uma ótima opção entry level para quem está se iniciando na senda maltada.

Por hora, fique com o comercial de 1993:


Link do Vídeo

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