Fratello Metallo: o peso e a fúria do Frade do Metal

Fratello Metallo
Se bobear, qualquer dia ele dá um mosh

Quando a gente pensa que já viu de tudo, surge um frade fransciscano vocalista de uma banda de metal.

A banda é a Fratello Metallo (Irmão Metal), capitaneada pelo frade Cesare Bonizzi, de 62 anos, 15 discos gravados. Acabaram de participar do festival Gods of Metal, na Itália, ao lado de umas outras bandas aí: Iron Maiden, Metallica, Judas Priest, Iced Earth, Slayer.

Político, ele cobre o metal de elogios:

O heavy metal é energia pura, intensa e tem sua beleza, além de conteúdo, porque faço música com letras que ajudam a entender coisas importantes a nível de fé e de vida.

Surpreendentemente, não parece ser white metal, aquele subgênero do metal que canta letras cristãs (sim, isso existe). Vejam o que diz o baterista Andrea Zingro:

As letras são boas porque falam de coisas da vida, como o álcool, sexo, a vida em geral, temas normais. Se você ouve o disco sem entender as palavras, parece uma música heavy metal como as outras.

Diplomacia exagerada

Ele só exagera na diplomacia ao afirmar que “o heavy metal é o oposto do satanismo. Há dois ou três grupos que se dizem satânicos, mas são poucos em milhares que nada têm a ver com o demônio.”

Menos, frade. Ou melhor, mais. Muito mais. O black metal é um subgênero completo e rico em bandas e eventos. Não são 2 ou 3, talvez sejam 200 ou 300. Só no Rio, onde a cena black é forte, devem existir umas 20 a 30 bandas. Eu mesmo sou apreciador do estilo.

Tenho minhas dúvidas sobre a popularidade do Nazareno entre os fãs de metal extremo. Tomemos Marduk como exemplo. Além do álbum Fuck Me Jesus, são autores de canções singelas como Jesus Christ Sodomized e Slay The Nazarene. No Brasil temos o Sarcófago, pioneiro mundial do som extremo, com os já lendários álbuns INRI e Rotten.

Io sono un metaaaaallo

Mas isso não tira o brilho do Frate Metallo. Eu curti. Todo mundo curte. E convenhamos, se Roma adotasse essa linha de som perderiam bem menos fiéis. Aliás, seria a profissão dos sonhos: fabricar a própria cerveja nos mosteiros e tocar som pesado.

Veja o som do Fratello Metallo no primeiro vídeo abaixo, uma reportagem da TV italiana. No segundo, dá pra ver que de bobo Frei Cesare não tem nada: sabendo do clima de culto que os shows do metal geram, ele manda ver num discurso de exaltação ao estilo, de dar inveja a Joey DeMaio.


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OBS: Jessel ainda não se pronunciou a respeito. Deve estar pensando muito bem antes de falar qualquer coisa, já que o frade faz algo que ele próprio está tendo dificuldade em fazer: atrair pessoas.

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WordPress 2.6 Tyner: justa homenagem a McCoy

Todo mundo já sabe que o WordPress 2.6 foi lançado e já viu o vídeo com as novidades (pelo jeito, muito boas). É desnecessário repetir tudo. Então, vou falar do homenageado da vez.

O WordPress é feito por fãs de jazz, que batizam cada versão com o nome de um expoente do estilo. Dessa vez é o WordPress 2.6 Tyner, homenageando o pianista americano McCoy Tyner.

McCoy fez parte do quarteto de John Coltrane. Formavam também Jimmy Garrison no baixo e Elvin Jones na bateria. É o único ainda vivo.

Vou lá instalar o 2.6 e ver o que acontece. Depois escrevo sobre os resultados. Fiquem com McCoy Tyner em dois momentos: no famoso quarteto (1965) e em Hamburgo (1996):


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Orgulho americano ferido: Budweiser agora é belga

A InBev, mega corporação mundial do lúpulo, acaba de ficar ainda maior: não satisfeita com a brasileira Ambev, comprou a Anheuser-Busch, fabricante da Budweiser, aquela Skol americana que, na falta de água mineral, mata bem a sede. Preço? 52 bilhões.

Até aí, nenhuma novidade. Esse parece ser mesmo o caminho inevitável. Daqui a 20 anos o mundo vai ter apeas meia dúzia de empresas: um banco, uma cervejaria, uma montadora, uma empresa de software, o Wall Mart e um grupo de mídia.

Só que dessa vez a coisa doeu no coração americano. Feriu o orgulho nacional. Sites foram criados protestando contra a aquisiçao: saveab.com e savebudweiser.com. Só faltou alegar segurança nacional.

Mas quem superou tudo em matéria de ridículo foi um músico amador, Phil McClary, que compôs uma “canção de potresto” intitulada Kiss Our Glass. A letra é um primor: compara a Bud ao Baseball (eu concordo plenamente, um é tão desinteressante quanto o outro), exalta as glórias do país, a conquista da Lua, diz que já ergueu vários brindes aos soldados no Iraque, etc. E no final, emenda:

All you hard working Americans stand up and show some class, Have a drink with Mother Freedom and tell InBev to Kiss your Glass.

Sim, o cara teve a manha de fazer um trocadilho com kiss you ass

Livre iniciativa no dos outros é refresco

Cadê a pátria da livre iniciativa, da concorrência, free market, etc? De repente, tudo virou uma questão de soberania nacional! Políticos protestaram, alegando que empregos estariam ameaçados e que parte da cultura americana cairia em mãos estrangeiras. Será que fazem idéia de que a Dell tem um call center lá na terra do Apu, dando emprego aos Vijays em vez de aos Johnsons?

Eu não gosto de anti-americanismo gratuito, mas dessa vez quase deu vontade de chamar esse Bob Dylan genérico de estadunidense. Já era amigo, perdeu. Bem vindo ao século XXI. E depois, quem disse que a InBev vai mexer na Budweiser? A Coca-Cola não tocou no Guaraná Jesus quando adquiriu a marca. O nosso amigo vai poder continuar brindando aos soldados no Iraque com a mesma cerveja. Só que agora ela tem dupla nacionalidade.

Ele devia é criar vergonha na cara e gastar seu violão valorizando as verdadeiras cervejas americanas das mais de mil microcervejarias que ele nem faz idéia que existem, em vez de ficar louvando uma pilsen insossa. Só falta pedir a volta da Pan-Am.

Eis o vídeo da obra de arte, divirtam-se:


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Eis a letra:

We’ve got Momma’s apple pie and baseball too, Lets not forget we were the first up on the moon… Great accomplishments aside one things perfectly clear, America is not for sale and neither is her beer.. Oh AB you’re Americana as Americana can get, Don’t sell your slice of the American dream cause History won’t forget, All you hard working Americans stand up and show some class Have a drink with Mother Freedom and tell InBev to Kiss your Glass… I drank a bunch of cold Budweiser’s, watched Dale Sr rule the track, Toasted a frosted mug of Bud light, To every soldier in Iraq I got silly drunk and crazy, Praise the Lord I never wrecked, I had a designated driver the day I married my best friend Bud Select- Oh, Augie I never knew you, Nor any of your kin, But sell the stock, this world will rock, We might just switch to Gin.. All you hard working Americans stand up and show some class Have a drink with Mother Freedom and tell InBev to Kiss your Glass… Now God Blessed the Clydesdale, the Arch and Old St Louis, Mr. Buck and Mr. Shannon God Blessed both of you too… Every time I think of Baseball, Busch Stadium, Cold Beer… It’s A.B. Products that makes every memory Clear… Oh AB you’re Americana as Americana can get, Don’t sell your slice of the American dream cause History won’t forget, All you hard working Americans stand up and show some class Have a drink with Mother Freedom and tell InBev to Kiss your Glass… Kiss your Glass, Have a drink w/Mother Freedom and tell Inbev to kiss you… RED WHITE & BLUE GLASS!

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Dia Mundial do Rock

Seventh Son of a Seventh Son
O velho vinil resiste

Este texto faz parte da blogagem coletiva sobre o Dia Mundial do Rock, iniciativa do Gilson. A idéia é escrever sobre o papel do rock na vida de cada um, como conheceu, etc, de forma livre (free-rock?).

Antes de mais nada, já adianto que de vez em quando sou uma espécie de traidor do movimento, visto que dependendo da época eu escuto pouco rock e mais outras coisas.

Começo difícil

Tendo nascido em um lar evangélico, o acesso ao rock era inexistente. Menos por proibição e mais pelo fato de que ninguém em casa e nos círculos de convivência ouvia. Em um ambiente desses é impossível escapar aos hinos religiosos quando se é criança e não dá pra sair de casa. Mas se fui privado do rock em idade mais jovem, por outro lado fui protegido da ameaça da MPB e das seitas relacionadas, já que esse estilo também não entrava em casa. Há vantagens e desvantagens em tudo na vida.

Por muito tempo fiquei só nas FMs, ouvindo o pop oitentista. O primeiro contato com rock propriamente dito se deu quando conheci o U2. Isso foi em 1988, quando lançavam o Rattle and Hum. Logo percebi a diferença entre apenas ouvir e ser fã: eu queria mais informação, queria ouvir os outros discos, saber quem eram os caras, etc. Me dei mal, acabei pegando o U2 bem no fim da fase que eu gosto. Logo em seguida a banda daria uma guinada esquisita e se tornaria o que é hoje, um som bem diferente do que eu gostava e um vocalista messiânico que só deveria abrir a boca pra cantar. No show de São Paulo – me disseram, eu não fui – ele era chamado de Bozo Vox sempre que pegava o microfone pra fazer pregação. Faz uma boa dupla com Lula.

O metal chama

Mas o meu destino era o som mais pesado. Em 1990 me apresentaram uma banda chamada Metallica. Depois do choque inicial ao ouvir aquele nível de peso, vi que gostava daquele tipo de som.

Algumas semanas depois, a revelação: caiu na minha mão um walkman com uma fita K-7: era um disco chamado Seventh Son of a Seventh Son. Aí não havia mais como escapar depois de ser pego pelo Iron Maiden. A coisa foi ao ponto de eu comprar guitarra (uma saudosa Fender Squier), aprender as músicas e tocar Running Free em um pequeno festival de uma escola de música.

Conselho: nunca venda sua primeira guitarra. Você VAI se arrepender.

Só que algo estava incompleto. O único show do Iron que eu tinha visto foi o de 1998 com Blaze Bayley, ou seja, um fiasco. Faltava algo. Não pude ir ao Rock in Rio 3 para o grande show da nova formação (antes do Rock in Rio virar uma piada geográfica). Finalmente aconteceu, em 2004: o show do Maiden no Pacaembu. Quase fui esmagado mas vi tudo de perto. Já podia partir para o banquete de Odin em paz.

Eu ainda me aventuraria pelos negros caminhos do death/black metal (salve Marduk – ambos) e pela barulheira do grindcore. Napalm Death!

É claro que eu já havia abandonado o caminho estreito há muito tempo. Seria ligeiramente incompatível com o black metal, por exemplo.

Fender Squier
Não devia ter vendido…

E o rock?

Nunca fui exatamente fã de bandas ditas clássicas, como Beatles, Stones, Queen. Nem fui muito com a cara do som de Seattle na década de 90 (estava em pleno auge do fanatismo metal). Admito que ainda falta conhecer muita coisa antiga, tenho mais de 15 mil músicas em mp3 e não ouvi nem 20% ainda.

Do rock propriamente dito sou muito fã de uma banda/corporação/instituição chamada KISS. Desde os primeiros sons até hoje. Tive inclusive o privilégio de assistir ao show de Interlagos. Gostava particularmente do finado Eric Carr. Poucos discos têm um som de bateria como Creatures of the Night.

Do fanatismo ao som

A idade costuma amansar o fanatismo, e comigo não foi diferente, como está bem explicado no post sobre os Guerreiros do Metal. Isso foi benéfico inclusive para o próprio rock/metal: antigamente eu não suportaria ouvir o Load do Metallica. Ouvi faz algum tempo e achei muito bom. Claro que é outra banda, mas o som é bom e ponto.

Viva o rock, que não apenas se recusa a morrer – ao contrário do que a mídia modernosa adora anunciar a cada 2 ou 3 anos – como se renova a cada dia, se funde numa boa com outros estilos gerando descendentes e costuma aparecer nos lugares mais insuspeitos.

Pra encerrar, dois vídeos. Aces High (com discurso de Churchill e tudo) e You Suffer (salve o grind):


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Leia também a história de cada um dos outros blogueiros participantes:

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Saideira em Silverstone

Silverstone
Silverstone ainda preserva as pistas do aeroporto

É o tipo de notícia que você vê e demora um pouco a acreditar: a Fórmula 1 vai abandonar Silverstone. A partir do ano que vem o GP da Inglaterra será em Donington, aquele circuito da famosa largada voadora do falecido, em 1993.

Silverstone era um campo de aviação usado pela RAF (Royal Air Force) na 2ª Guerra Mundial. Cinco anos depois seria realizado lá o primeiro GP da primeira temporada. Na década de 80 o GP da Inglaterra passou a ser alternado, um ano em Silverstone, outro em Brands Hatch.

É bem a cara da Fórmula 1 atual mesmo. Mutila alguns autódromos clássicos e agora despreza o próprio local onde nasceu.

A comparação com Indianápolis é inevitável. A Indy 500 é o maior evento esportivo do planeta, botando qualquer Maracanã no bolso em termos de público. A própria Indy nasceu por causa de Indianápolis e o circuito sempre foi mais importante do que a própria categoria. Tanto que, quando houve o cisma no final da década de 90 que dividiu a categoria em 2 (a IRL e a CART), quem sobreviveu foi justamente quem levou Indianápolis: a IRL.

Sobre o GP, agora são três empatados na liderança. Cadê os críticos do atual sistema de pontuação, que tira um pouco o peso da vitória e privilegia a regularidade? Será que preferiam a temporada de 1992, quando Mansell ganhou na metade do ano?

Falando nele, Hamilton tem tudo pra ser o novo Mansell: carismático, rápido e trapalhão. Me lembro de uma vez no programa do Jô quando Piquet definiu Mansell como um “idiota veloz”. Sim, foi um elogio, a la Piquet, claro.

Assim vou acabar tendo que ler O Segredo

Nas Olimpíadas de Sydney (2000) o Comitê Olímpico Brasileiro inventou de contratar o psiquiatra Roberto Shinyashiki para auxiliar na preparação dos atletas. Ele domina as prateleiras de auto-ajuda das livrarias e é famosa a sua técnica de caminhar sobre brasas, também usada pelo pioneiro da espécie, Lair Ribeiro.

Foi um dos piores desempenhos da equipe brasileira em olimpíadas recentes.

Para Pequim acho que o COB devia considerar a contratação de Rhonda Byrne, a autora de O Segredo. A julgar pelo que o livro tem feito com Barrichello, a coisa é quente. Hoje ele chegou em terceiro no GP da Inglaterra e voltou ao pódio.

Agora, falando sério: aquilo que ele faz no pódio não é sambadinha, é um pequeno ataque epilético.

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Trichinobezoar

Todo mundo sabe o que são anorexia e bulimia, mas pouca gente conhece os  distúrbios psiquiátricos capilares, que costumam atormentar uma pequena parcela da população, quase sempre feminina: a Tricotilomania (mania de arrancar os próprios cabelos) e a Tricofagia (mania de ingerir cabelos, também conhecida como Síndrome de Rapunzel).

Acontece que digerir cabelo não estava no escopo do projeto original do ser humano . O resultado é que as mocinhas acabam com bolas de pêlo a preencher todo o conteúdo do estômago, chegando até o intestino, necessitando remoção cirúrgica.

Essas esculturas capilares são chamadas de Trichinobezoar (ou Trichobezoar).

Trichinobezoar

Bezoar é o nome genérico dado a cálculos que se formam no sistema digestivo, com a função de isolar corpos estranhos (mesmo esquema da pérola). E como bizarrice pouca é bobagem, existe um mercado para bezoares, que são colecionados como jóias.

A essa altura você deve estar imaginando: só faltava dizer que existe um médico-blogueiro que publica fotos destas cirurgias.

Não faltava.

O cara é cirurgião gastrointestinal. Não chega a ser um blog, é uma rede social chamada Live Journal, que tem uma ferramente tosca de blog. Tem apenas 5 posts, mas o post em que ele exibe as fotos da remoção de um trichinobezoar é algo sublime.

Clique por sua conta e risco. As imagens não são tão limpinhas como a foto acima (e por isso mesmo, já foram eleitas para uma futura capa de disco).

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Bento XVI é cervejeiro?

Seria o Papa Bento XVI apreciador de uma boa cerveja?

É o que sugere o anúncio da cerveja artesanal italiana Bicu, cujo outdoor mostra, de costas, uma pessoa caracterizada com as vestes do vice-deus, e até com o cabelo parecido. O texto diz “Bicu… agrada até os alemães”.

Diz a notícia da BBC que até agora não houve protestos inflamados e que o outdoor vem sendo recebido com bom humor. Bom sinal, afinal nada mais normal para um alemão do que gostar de cervejas artesanais. Cerveja lá é coisa que se faz em casa. É natural que ele deguste uma caneca – ou cálice – de vez em quando.

Marketing bem feito. Todo mundo que puder vai experimentar a cerveja do papa. Eu mesmo fiquei curioso quanto à tal cerveja de manjericão, um dos 16 tipos fabricados nos fundos de um bar.

Aliás, tá aí um bom projeto de vida: abrir um bar, e fabricar a própria cerveja. Precisa mais? E ainda tem gente preocupada com carreira, bônus, sinergia, valor agregado, paradigmas…

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Amon Amarth – Metal em nome de Thor e Odin

Amon Amarth

Uma das razões de o heavy metal atingir a saturação tão facilmente se deve ao fato de o metal ser um ambiente extremamente conservador, musicalmente falando. Qualquer tentativa de mistura com outros estilos ou inovação é quase instantaneamente rechaçada a golpes de espada (forjada em aço, fogo e vento preto, claro).

O que se vê são bandas que copiam bandas, que copiaram outras bandas.

Uma das saídas do metal pra se manter vivo e relevante é misturar sub-estilos do próprio metal, já que misturar com coisa de fora costuma ser motivo para emissão de fatwas contra a banda E os fãs. A exceção é a mistura com música clássica, bem aceita em alguns sub-gêneros.

Disso surgiram coisas como o Death Metal Melódico, uma mistura da agressividade vocal do death metal com o instrumental mais apurado do metal melódico, inclusive com uso de teclados, coisa normalmente ausente do death. Os grandes nomes são In Flames e Children of Bodom, mas como mostra esta lista, já começou a saturar também.

Viking Metal

Correndo por fora, uma das minhas bandas favoritas no estilo é o Amon Amarth, na ativa desde 1992. Descobri há pouco mais de 1 ano no Soulseek, e desde então venho ouvindo a discografia de 7 álbuns e 2 demos.

Se a Suécia deu ao mundo ABBA e Roxette, compensou com Marduk e Amon Amarth. O vocalista Johan Hegg consegue a proeza de lembrar seu conterrâneo Legion em alguns momentos. As guitarras capricham na melodia e alguns riffs grudam na cabeça e não saem. A conseqüência de um som bem feito só podia ser uma: a banda vem crescendo em popularidade a cada novo disco.

O tema das letras? Mitologia nórdica, conhecida como viking metal. Pois é, mais um rótulo, fazer o que? E dá-lhe louvores a Odin e Thor, Valhalla, guerreiros a cavalo massacrando inimigos, marcha vitoriosa sobre os derrotados, Valquírias carregando o guerreiro morto em combate (a única forma digna de morrer) até o banquete de Odin, e por aí vai.

Por falar nisso, Odin se mostra um mestre do marketing, prometendo um banquete ETERNO aos fiéis. No mesmo nível de Allah, que promete 72 virgens. Javé fica bem atrás, com a promessa de “pisar em ruas de ouro e diamantes” na Nova Jerusalém. Eu passo.

Só espero que Odin conceda aos fãs brasileiros a graça de ver os caras ao vivo por aqui.

Leia no Whiplash a resenha do último álbum, With Oden On Our Side. Abaixo, uma amostra (Cry Of The Black Birds):


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OBS: Sim, eu sei que Amon Amarth é alguma coisa do Senhor dos Anéis. Preciso arrumar um tempo e ler esses livros de uma vez.

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Teria Jesus cavalgado dinossauros?

Uma das coisas que mais incomoda a cristandade é o assunto dinossauros. É só cavar que se acha prova atrás de prova de que existiram, mas se você confronta o cristão o que ele responde? Os mais fundamentalistas afirmam de cara lavada que os fósseis foram colocados por Deus para testar a fé dos homens.

Mas parece que tem gente um pouco mais criativa que isso. Essa imagem de um certo Livro para Colorir da Bíblia para Principiantes mostra uma nova abordagem para o assunto: Jesus cavalgava dinossauros !

Cowboy Jesus

Da Bíblia se sabe que Jesus montou um jumento quando entrou em Jerusalém. Mas esse lado cowboy pré-histórico do mestre eu não conhecia.

Fonte: Photo Basement

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Kai Tak – Amado por pilotos, temido por passageiros

O aeroporto Toncontín de Honduras é perigoso para o pouso, mas é moleza perto de Kai Tak, o antigo aeroporto de Hong-Kong.

Kai-Tak tinha uma única pista, a cabeceira 13 era próxima de uma montanhosa área densamente povoada, a cabeceira 31 acabava no mar. Devido à configuração dos ventos na região, adivinhem qual era mais usada para o pouso?

O 747 vinha pelo mar, se aproximando do morro, quando avistava uma grande placa quadriculada posicionada próximo às montanhas. Era o sinal para iniciar uma aguda curva em 45 graus à direita, que terminava com o avião alinhado com a pista, já a cerca de 50 metros de altura. Ou seja, era acertar a curva ou acertar a curva.

Jumbo radical

Quando foi inaugurado, na década de 60, o aeroporto ficava longe de área residencial. Pelo jeito, a falta de rigor no zoneamento do entorno de aeroportos não é exclusividade do Brasil.

Perigoso ou desafiador ?

Piloto de avião é um tipo estranho. Falam tanto em segurança mas morrem de saudade de Kai Tak. A aproximação na cabeceira 13 é considerada “desafiadora”, “excitante”, etc. No fundo todo mundo quer ser piloto de caça. :)

O problema é que quando algo é desafiador, isso significa que você pode tanto vencer o desafio quanto perder. E aí temos os casos abaixo:

Desafiador demais Desafiador demais parte 2

Pode até ser desafiador e emocionante no Flight Simulator, mas como passageiro eu sou mais a chatice, monotonia e segurança do novo aeroporto Chek Lap Kok, criado em uma ilha artificial, com 2 pistas, sem morros nem painel quadriculado.

Hoje Kai Tak está desativado e vai dar lugar a um completo portuário, hoteleiro e o que mais couber lá.

Nos vídeos abaixo, a aproximação da cabeceira 13 e um pouso com um componente a mais: um belo vento cruzado, fazendo o jumbo pousar de lado e quase espatifar um motor. Rotina em Kai Tak.


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