
Mesmo sem qualquer intenção de ler a biografia de Roberto Carlos, que adquiri recentemente, quero aqui recomendar outro livro do autor. Trata-se de Eu Não Sou Cachorro, Não – Música Popular Cafona e Ditadura Militar, de Paulo Cesar de Araújo (Record).
O livro me foi indicado e emprestado por um aficcionado e estudioso do mundo brega. Não cheguei a ler o livro inteiro, mas do que li eu gostei. O autor é competente, e pesquisou a fundo o tema.
O livro analisa a música brega (ou cafona) à luz do período de governo militar, que começou bem, exorcisando o Brasil do “espectro que rondava a Europa” mas acabou em ditadura. E como costuma acontecer com ditaduras, veio a censura. Esse é o ponto que interessa ao pesquisador: como os artistas da música brega reagiram à censura.
É sabido que muitos desses artistas eram (e ainda são) tidos como alienados, por não terem se engajado na luta contra a censura. Lendo o livro, podemos conhecer o ponto de vista deles. Waldick Soriano, por exemplo, fala que no começo nem sabia muito bem o que estava acontecendo e mesmo ao saber não fez menção de participar de luta alguma porque… precisava trabalhar.
Enquanto os Buarques de Holanda bem-nascidos, que puxavam carro para combater o tédio, podiam se dar ao luxo de “lutar contra a ditadura”, Odair José tinha que ganhar o pão de cada dia.
É uma leitura interessante e, em muitos aspectos, esclarecedora.
Os livros de Paulo césar são geniais. Também escrevi dois livros relacionados ao assunto, mas ficções. São contos inspirados e epigrafados por versos de músicas bregas. Os nomes dos livros são Contos Bregas e Lobas, Deusas e Ninfetas.
Mais informações: http://www.contosbregas.zip.net
Interessante, vou atrás!
Adoro histórias da ditadura! *_*
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Me sinto muito pequinino para comentar sobre uma celebridade, Wldick SORIANO foi um admirador, foi amigo do meu PAI, aqui no CEARÁ, sempre que vinha a FORTAEZA, juntamente com NOCA DO ACORDEON se hospedavam na nossa casa, era um farra, hoje tenho 50 anos, marcou muito minha vida, jamias esquecerei. Não posso olhar choro muito. Ele era machista, nem por isso deveria ter morrido. Tinha que ter sido menos machista e ter evitado. Só dependia dele. DEUS te abençoe WALDICK, nos deixou, saudades e recordações. EU NÃO ESQUEÇO NEM VENDO MORTO. Beijos a tododos.