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Terminado o período sabático do inverno, eis que decidimos voltar a trilhar o caminho estreito (ou seria largo?) do som, como duo. Como se houvesse escolha…
Adaptações foram necessárias. Com apenas dois integrantes, era preciso preencher espaços rítmicos. Começamos a explorar com mais frequência o Reason, um excepcional software sueco de sintetizadores. Ele passou a gerar bases para a banda e logo percebemos que poderia ser tratar inclusive de um novo integrante.
O resultado dessa fase incerta é Desmelancolia Simbólica Sólida. A introspecção de algumas faixas reflete bem o período algo confuso e a busca de ressignificação da própria banda. O tom é (des)melancólico. Não que isso impedisse que temas bem interessantes fossem forjados, muito pelo contrário.
The Loigor: o Reason mostra a que veio: manter o rit(i)mo para as viagens eletrônicas.
Filosofia – Astronomy Domine – Another Vision of a Pink Floyd Dream in a Landscape of Quantic Beavers: um quase-cover do Floyd com participação especial de Vicente Celestino e invocações indígenas no começo. Foi uma das primeiras tentativas de moldar o material gravado através de colagens. Esse som formula um axioma: A catira é dançada sem gravidade.
Pensar Exige Espaço: um mote antigo na banda, sonorizado com uma base Reason.
Louvação: poesia supersimétrica musicada.
Púbis: faixa criada via software, com base Reason e o velho e bom Camós.
Toutes les Mers du Monde: base de Reason e teclado bem pouco tonal para um poema oceânico.
Profecia de Piracicaba: a cidade santa vista sob a ótica da física quântica. Sarve!
Elegia Sol Ra: base Reason e mais música matemática, herança da fase Ionic Butterfly.
Impressions: este é um dos poucos discos em que não há um microfonal propriamente dito. A faixa de encerramento é o mais próximo que se chegou, com um ritmo irritante e climas sintetizados.
Baixe e ouça a desmelancolia.
2003 chegava ao fim. Mas ainda dava tempo de lançar o último disco do ano.