Desencanto

Assim como o almirante Kirk voltou ao passado para salvar As Baleias e evitar que a profecia de Roberto Carlos se concretizasse, voltemos ao ano da graça de Vosso Senhor de 2003.

Após MESA seguimos na mesma dinâmica de gravações e ensaios, porém a sintonia existente começava a se deteriorar. Íamos nos perdendo pouco a pouco na execução e criando massas sonoras homogêneas demais até para os nossos ouvidos. O resultado é som repetitivo e cansativo.

Isso deveria ser lançado? Que pergunta. Claro que sim! Bastava aplicar a técnica de Sound Wave Surgery e estava cunhado o álbum Desencanto, misto de influência da Cultura Racional e dos bonecos de leite em pó e açúcar da doceria Paiol, situada no bairro do Brooklin e recomendada a todos (os outros doces, não os bonecos, que são intragáveis).

Desencanto

Desencanto é exatamente isso: desilusão. Som de difícil audibilidade, em muitos momentos até mesmo para nós. Para o ouvinte, eu diria que é quase uma provação.

O que não impediu a criação de momentos únicos, como a faixa (quase) título, que brinca com sílabas e tempos de 10 pulsos. Ou o Trompete só(l)-kratico, onde um antigo trompete recebe doses pesadas de delay. Sem falar no Poema

Baixe e ouça. Eu sei que você é capaz!

Nessa época começava se consolidar nas nuvens a visão de um deus, que descia do firmamento guarnecido por hostes de girafas celestiais…

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