Quem acompanha o blog de Janer Cristaldo deve ter visto um post publicado em janeiro em que ele transcreve o email recebido de um leitor, Fernando.
O email é uma crítica ao que seria um estilo arrogante e preconceituoso de escrever por parte do Janer. Ele seria arrogante por ostentar o tempo todo a cultura que possui, as conquistas amorosas que obteve e as viagens que fez.
Mas o que deixou o tal Fernando mordido mesmo foi a parte da discussão religiosa. Ele repreende o que seria uma “visão preconceituosa” da religião e exige respeito. Começa a tentar afetar uma superioridade moral supostamente inerente à religião, do tipo “eu não critico os semelhantes”, quase o próprio cordeiro. Até que ele ia bem quando, no último parágrafo, derrapa, roda na pista e bate no muro:
Torça para estar certo, pois há uma lei em que os cristãos crêem que é a lei da justiça (por mais que você não a consiga compreender ou não concorde), e ela será aplicada a todos.
Eis aí! O cristão tenta, tenta, mas não consegue. É inevitável. No final de qualquer discussão sempre apela para a intimidação e a ameaça. Sempre. É o melhor argumento que possui. Nesse caso, como fala a uma pessoa em paz consigo mesma e com a vida — e, portanto, imune às muletas metafísicas que a religião oferece —, trata-se do único argumento.
Pensando bem, o que seria de Jeová sem a ajuda do bode? O rebanho seria consideravelmente menor.
Da minha parte, adoto a política de rechaçar qualquer crença que se sustente na ameaça de horrores eternos para os que não aderirem.
Para acompanhar o desfecho, não deixe de ler a resposta do Janer. Eu não acrescentaria uma única palavra.