Nos idos de 2002, bem antes do LHC virar moda, eu já tomava contato com a física de partículas. Onde? Em um estúdio de gravação.
O próprio nome da banda onde toco – Supersimetria – foi retirado da física. Várias gravações foram e são batizadas com termos da área. Agora mesmo estamos mixando Ba-ion, um baião atômico gravado há 6 anos, onde grávitons, bósons e férmions convivem com triângulo, bumbo e guitarra. Em breve estará disponível para download no site oficial. Isso se eu conseguir realizar a proeza de aprender Flash e CSS, já que a designer que faria o site parou de responder emails e retornar ligações, aparentemente ofendida por algumas capas de discos…
Partículas de pelúcia e mais um apocalipse
Antes mesmo de ser ligado, o LHC já trouxe algo de bom: a popularização, ainda que temporária, de termos da física subatômica, principalmente os nomes das partículas. Entre os blogs só se fala em bósons, hádrons e outras. Já existem até partículas à venda na forma de brinquedos. Mas logo deve passar. A divulgação científica mesmo, de forma sistemática, ainda deixa muito a desejar por aqui.
Claro que, a reboque, vem o obscurantismo apocalíptico recheado de previsões de fim do mundo. Esse sim dá ibope. O que impressiona é que, dessa vez, não é o Jedi Romano que está capitaneando essa gritaria, e sim cientistas! Só posso imaginar que exista aí alguma intenção de alavancar carreiras estagnadas.
O fim do mundo já foi previsto tantas vezes que perde-se a conta. Nesta página contabilizaram 220 tentativas. Na verdade seriam 221, mas sendo a página um site bíblico eles obviamente excluem o transe lisérgico a revelação de (São) João.
Alguém contou a crise dos mísseis de Cuba?
222
Se bem que, nesse caso, seria apenas um holocausto nuclear no hemisfério norte e sobraria gente viva por aqui, além das baratas.