Ave Hellmuth: soberania e austeridade na chegada real

Phil Hellmuth Jr. é o recordista de títulos na WSOP (World Series of Poker): já ganhou 11 vezes o bracelete cravejado de jóias oferecido aos vencedores dos torneios da série mundial, realizada anualmente em Las Vegas.

Acontece que o cara, além de ser o recordista, se acha a própria jóia da criação. Cada mão que perde é acompanhada de lamentações intermináveis sobre como ele é azarado, como o jogador que pagou sua aposta é um idiota e por aí vai. Virou personagem de si mesmo, com direito a logotipo personalizado com as iniciais.

Desde que sua insanidade foi piorando, ele passou a adotar entradas triunfais para o Main Event (o torneio principal). No ano passado, chegou pilotando um carro da NASCAR e, não satisfeito, porrou a máquina em uma mureta do estacionamento.

Esta semana conseguiu superar tudo. Entrou como César, com louros na cabeça, toque de clarins, um séquito de belas serviçais e… petaleiras! Sim, entrou caminhando sobre pétalas de rosas que eram atiradas ao chão, exatamente igual ao filme de Eddie Murphy.

Eu sempre achei que o excesso de dinheiro, fama ou poder traz consigo uma conta alta a ser paga: a sanidade. Há casos nocivos, como Kim Jong Il ou Michael Jackson. No caso de Hellmuth, oscila entre o irritante e o hilário, mas sempre inofensivo.

Vou adiantar aqui a trilha sonora perfeita para assistir ao vídeo abaixo: Chegada Real, do álbum Tudo Morre ao Ser Pensado, já lançado mas ainda não resenhado por aqui.

Link do Vídeo

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